Timidez e namoro virtual: como não travar na hora de namorar de verdade
Na adolescência, a maioria dos jovens inicia a sua vida amorosa; às vezes com facilidade, outras com sofrimento. Alguns por terem vários amigos, se enturmam com facilidade e o "ficar" e namorar aparece naturalmente. Conversar, passear, abraçar e beijar fazem parte de um processo normal de conhecer o outro.
No entanto, há jovens mais tÃmidos e reservados, que quase não têm amigos e limitam-se a poucas atividades. O contato com o sexo oposto é desconhecido e chega a ser assustador. Ao mesmo tempo que aparece o desejo, aparece também o medo.
Há uma década atrás, pouca coisa poderia ser feita a não ser enfrentar o medo ou ficar solteiro. Atualmente pode-se vencer este obstáculo namorando virtualmente. O namoro virtual pode ser útil para aqueles que têm vergonha, receio, falta de oportunidades, etc, pois permite treinar habilidades para um relacionamento real no futuro.
Desenvolve-se e pratica-se a arte da paquera, aprende-se palavras, gostos e interesses do sexo oposto, ao mesmo tempo que ajuda-nos a desinibir e a nos soltar de uma maneira mais segura.
Até aÃ, tudo bem. O problema surge quando só tenta-se e sabe-se namorar virtualmente. Isto pode demonstrar uma dificuldade mais séria, um medo e incapacidade de enfrentar e conviver com o outro.
Este tipo de paquera (virtual) é muito limitado, pois não há contato visual e fÃsico e principalmente, é possÃvel não respeitar o outro, não gostou, deleta. No namoro real, você aprende as sensações que decorrem do contato com o corpo do outro, e o mais importante, aprende a respeitá-lo.
Um outro detalhe é que no namoro virtual você pode fingir ser quem quiser e o outro também, então, dificilmente você acaba sabendo se está agradando ou não. No namoro real, você se arrisca mais, porém, a vantagem é que o outro lhe dá dicas se você está agradando ou não.
Para aqueles que "travam" na hora de namorar de verdade, ou seja, namoro real, a dica é conviver com várias pessoas do sexo oposto, nas mais variadas situações, pois a convivência lhe trará mais confiança.
POR DRª ELIZA HELENA ERCOLIN, (*)


